Torne sua empresa mais cobiçada com a Due Diligence

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Por Viviane Sousa - 15/02/2016

Sua empresa cresceu na garra? Ótimo. Agora está na hora de conhecer um processo que vai deixá-la mais atraente para investidores

Sua rede reformou e inaugurou à beça, talvez tenha feito algumas aquisições, e você sente que está no caminho. Ok. Mas é pouco. Você sabe que a perenidade passa por crescimento contínuo  mais inaugurações, aquisições ou fusões. Ou seja, passa por ESCALA, e sem endividamento descontrolado. Contar com capital próprio ou crédito não é fácil ou suficiente para alavancar o negócio. E hoje existem investidores loucos para serem seduzidos por bons negócios. A crise vai passar e você terá que decidir entre continuar investindo por conta própria, buscar parceiros e vender todo o negócio ou parte dele. Lembre-se que a sucessão dentro da família nem sempre é viável, mas a empresa tem de continuar. Empreendedor nenhum quer ver sua obra destruída. Em qualquer um desses casos não bastará oferecer boas lojas e bons números.

E é essa organização que precisa ser levada em conta. Mesmo sem haver um plano imediato de busca de investidores, mesmo que o empreendedor não queira sócios ou vender sua empresa. Ele precisa deixar a casa arrumada, pensando no futuro e na eficiência imediata. A ferramenta para isso é a chamada due diligence, que significa realizar uma auditoria rigorosa (com consultoria externa e idônea), para identificar os pontos fortes (que fortalecerão uma eventual negociação), mas também as distorções e más práticas, que exigirão correções. Com tudo em ordem, a empresa se tornará irresistível a futuros sócios (ou compradores) e garantirá perenidade. Entenda melhor.

A companhia terá que apresentar outros trunfos, tais como:

  • Equipe vencedora
  • Alocação ótima dos recursos
  • Potencial para venda futura
  • Organização administrativa - a informalidade e o jeitinho ficam fora
  • Plano de desenvolvimento sustentável

 

O varejista precisa de dinheiro para crescer ou de uma empresa de alto valor para vender. Já O investidor procura sócios ou redes sólidas para comprar. esses interesses passam pela due diligence

 

Razões para se preparar para o futuro

  • Receber injeção de capital a fim de garantir o crescimento da rede
  • Melhorar o perfil da dívida da empresa
  • Ausência de sucessores
  • Vender a empresa para tocar outro empreendimento
  • Vender a empresa para viver de renda

240 fundos de private equity desejam impulsionar redes do varejo alimentar

40% das fusões e aquisições dos últimos 3 anos foram realizadas por fundos de private equity

50% das negociações naufragam na fase da due diligence
Estimativas do mercado

 

15 passos para atrair os investidores

 
Tudo começa com a due diligence ou auto due diligence. a empresa passa por um escrutínio que a deixa pronta para não ser rejeitada por investidores. Confira:

 

01 O que é a due diligence?
É um processo rigoroso de auditoria feito para investigar e diagnosticar a gestão financeira, contábil e fiscal, jurídica, previdenciária, trabalhista, ambiental, imobiliária, de propriedade intelectual e tecnológica da empresa

02 Quais outras questões são auditadas nesse processo?
Indicadores e controles, além de aspectos da governança corporativa, como condições societárias, papel dos herdeiros, além dos conselhos consultivos e deliberativos

03 Por que adotar a due diligence?
Porque os investidores querem ter certeza de que vão investir em uma empresa sem riscos e com potencial, explica Marcos Amorim, da consultoria TBS. "Para a própria empresa significa corrigir problemas de gestão e ainda evitar complicações com o Fisco, o Ministério do Trabalho, o Judiciário, etc.", diz. Com os sistemas automatizados e integrados fica cada vez mais difícil dar jeitinhos sem ser punido (às vezes gravemente punido)

04 Que tipo de prática é rejeitado por investidores?
Os investidores costumam rejeitar, por exemplo, quando uma loja vende para outra; os contratos e certidões não estão em dia; os imóveis pessoais estão dentro da empresa; o sistema tributário é diferente para cada bandeira ou loja

05 Quais são os modelos?
São dois. A vendor due diligence, para as empresas interessadas em ter novos sócios e investidores, ou vender todo o negócio ou parte dele. E a buyer due diligence, voltada para quem deseja investir em aquisições e fusões. A profundidade das análises de cada modelo costuma ser diferente

06 Como funciona a vendor?
É um diagnóstico mais sucinto. Ajuda o proprietário a corrigir problemas que poderão inibir o interesse de investidores ou depreciar o seu negócio. "É o caso, por exemplo, da falta de contratos que regulam relações comerciais relevantes, de falhas no recolhimento de impostos e contribuições sociais, além de encargos trabalhistas e falta de licenças, como as ambientais", observa Arthur Cotrim, da consultoria Actual Ventures. Desta forma, a vendor due diligence possibilita ao varejista conhecer melhor a própria empresa e prepará-la para uma boa negociação

07 E a buyer due diligence?
Esse modelo de auditoria é mais completo e conduzido pelo potencial comprador ou investidor. Sua função é assegurar maior transparência e segurança na hora de um acordo ser fechado. Segundo Cotrim, mesmo os varejistas bem-sucedidos não devem subestimar os riscos de uma aquisição. "Há muitos aspectos que precisam ser analisados, como os demonstrativos financeiros, receitas e despesas, revisão do Ebitda, além de ativos e passivos", lista o consultor. Questões societárias, formação de custo, estoque, obrigações assumidas, assim como contas a receber, créditos fiscais, eventuais fraudes e outros aspectos também devem ser analisados

08 Quem deve realizar o processo?
Consultorias, escritórios de direito especializados no assunto, bem como auditores e assessores financeiros. É comum que o empresário ou investidor interessado em uma due diligence seja assistido por mais de um especialista

09 Dá para ser por conta própria?
Não é indicado, pois o processo não seria isento e, com isso, não teria validade no mercado, especialmente, no caso da buyer due diligence. "Quando feito por empresas especializadas, o relatório final costuma vir acompanhado de observações que ajudam na hora de fechar o negócio", destaca Marcos Amorim, da TBS

10 Quando deve ser solicitado?
Quando a decisão partir do controlador da empresa, a due diligence deve ser solicitada antes de qualquer contato com o mercado. Por outro lado, quando partir do investidor, a solicitação deve ocorrer após as primeiras negociações com o proprietário, mediante sua autorização

11 Existe o risco de as informações vazarem?
Tanto o investidor que solicita a due diligence, quanto a consultoria responsável pelo trabalho, devem assinar termo de confidencialidade para garantir que as informações apuradas não sejam abertas ao mercado. Há muitos dados estratégicos em jogo. Outra medida importante, segundo o consultor da TBS, é providenciar que o processo ocorra sob sigilo também dentro da empresa, para evitar vazamentos

12 Como se preparar?
Realizando uma auditoria interna, para se antecipar aos problemas e resolvê-los e para elevar a eficiência e os resultados do negócio. A medida ainda ajuda a organizar e atualizar documentos e relatórios que serão analisados na due diligence. Cotrim, da Actual Ventures, recomenda destacar ao menos um funcionário para dar suporte às assessorias ao longo do processo

13 É feita em quanto tempo?
Se as documentações e informações necessárias estiverem disponíveis, o processo de investigação, análise e conclusão do relatório pode ocorrer em um mês, no caso da buyer due diligence. Já a vendor due diligence leva semanas

14 É indicada para qualquer empresa?
Uma due diligence pode ser feita por empresas de qualquer segmento e tamanho. Nas empresas menores é importante redobrar a atenção com a informalidade. Já nas maiores, com problemas de fraude e corrupção

15 Quanto custa?
Para empresas de médio porte, o preço desse serviço costuma variar entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Empresas de pequeno porte podem até fazer de forma fatiada, ao contratar escritórios especializados em cada etapa. Assim, o custo tende a ficar mais baixo.

Veja mais sobre: Perenidade, Due Diligence

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