Categorias que mais cresceram no RJ, ES e MG

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Por Fernando Salles - 07/03/2017

Itens de cuidado pessoal e alimentos básicos lideraram aumento de vendas nesses estados no ano passado


Produtos do segmento de higiene pessoal aparecem com destaque entre os que obtiveram crescimentos mais expressivos em volume de vendas no autosserviço do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Itens como hastes flexíveis, lenços umedecidos, fio dental, absorventes e papel higiênico registram aumento de vendas (veja no quadro abaixo) nos super e hipermercados fluminenses, mineiros e capixabas em 2016, na comparação com o ano anterior. Os dados foram fornecidos pela Nielsen com exclusividade para SM.

Para Antônio Claret Nametala, superintendente da Amis (Associação Mineira de Supermercados), o resultado reflete a tendência de maior preocupação dos consumidores com os cuidados pessoais – o que envolve aparência e bem-estar –, e também a valorização da comodidade de encontrar tudo em um só lugar. “Os supermercados vêm procurando atender cada vez melhor esse consumidor, com ampliação das seções de higiene e beleza e a introdução de produtos com preços vantajosos, tendo em vista a forte concorrência de outros canais”, analisa Claret.

O levantamento da Nielsen também mostra ascensão nas vendas de algumas categorias tradicionalmente de alto giro, não apenas no autosserviço mas também no segmento cash & carry. São produtos como arroz, açúcar, farinha de trigo, óleo, caldos e sabão em pó. Claret lembra que 2016 foi um ano difícil, cujo aumento do desemprego exigiu adaptações. “O consumidor precisou mudar hábitos, passando a levar comida para o trabalho. Mesmo aos finais de semana, substituiu idas a restaurantes por refeições em casa”, exemplifica o superintendente da Amis.
 

Super e hipermercado 2016

Atacarejo 2016

Categoria (em volume)

Var %

Categoria (em volume)

Var

%

HASTES FLEXIVEIS

12,3

CALDOS

20,9

LENCOS UMEDECIDOS

6,1

ACUCAR

20,9

PAPEL HIGIENICO

2,0

HASTES FLEXIVEIS

12,5

ABSORVENTE EXTERNO

3,9

SUCO EM PO

17,6

ARROZ

2,9

MISTURA P/BOLOS E SALGADOS

31,2

FIO/FITA DENTAL

3,9

FARINHA DE TRIGO

17,4

ABSORVENTE HIGIENICO

1,4

FILTRO DE PAPEL

11,0

SABAO EM PO

5,0

ARROZ

10,3

INSETICIDAS DOMESTICOS/ELETRIC

4,1

OLEO COMESTIVEL

6,9

INDUSTRIALIZADOS DE CARNE

3,3

FRALDA DESCARTAVEL

7,4


Além da redução nos gastos com “comer fora”, o consultor carioca de varejo Marco Quintarelli, sócio do Grupo Azo, ressalta que o consumidor precisou adequar sua cesta de abastecimento ao atual poder aquisitivo, o que significou, de um modo geral, reduzir os gastos com itens supérfluos e aumentar o consumo dos básicos. “Esse fenômeno aconteceu, principalmente, em famílias de porte médio, com filhos”, afirma Quintarelli. No estado do Rio de Janeiro, além dos fatores que influenciaram a economia brasileira como um todo, Quintarelli lembra que o atraso no pagamento de funcionários públicos também teve relativa influência nos hábitos de compra de parte dos consumidores fluminenses.

A boa notícia é que o shopper não deixou de buscar a melhor relação custo x benefício, conforme destaca o sócio do Grupo Azo. Em outras palavras, com cada vez menos tempo para conciliar vida profissional, social e familiar, boa parte dos consumidores não valoriza apenas preço na hora de comprar, mas também quesitos como tempo e praticidade. Isso justifica o investimento de muitas redes em produtos que vão além das necessidades básicas, a exemplo daqueles com apelo à conveniência, saúde e à indulgência, inclusive em áreas específicas para cada “solução”. Passadas as turbulências econômicas, deve se fortalecer esse comportamento de o cliente não considerar somente o preço ao decidir a compra.   

De Minas Gerais também chegam informações positivas. A expectativa da Amis é que 2017 feche com crescimento real de 1,7% para o setor. “Vamos abrir 56 lojas e reformar outras 70, com investimentos de R$ 400 milhões. Enquanto muitos setores demitem, devemos contratar neste ano ao menos 5,6 mil colaboradores”, afirma Claret, superintendente da associação. Que os próximos meses tragam mais notícias positivas.  

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