Como atender a Geração Z

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Por Adriana Silvestrini - adriana.silvestrini@sm.com.br - 11/11/2015

Esse público, que está chegando ao mercado de consumo, pensa, age e compra de forma bem diferente da que você está acostumado

Os consumidores com 20 anos ou menos estão chegando com tudo ao mercado de consumo. Se antes eles apenas possuíam poder de decisão, agora passam a ter o poder de compra efetivamente. Eles trazem consigo novos valores e uma mentalidade diferente. Mais que isso, prometem mudar as relações de consumo. De acordo com projeções dos estudos da empresa de varejo Dexi Marketing, em 30 anos, a geração de consumidores brasileiros será substituída quase que totalmente por novas pessoas. Para saber o que essa turma nascida a partir de 1995 procura na hora das compras, SM conversou com Desirée Peron, diretora de marketing da Dexi. Confira.

Desirée Peron
Diretora de Marketing da Dexi Marketing de Varejo

Qual é o perfil desse novo consumidor?

A geração Z já prioriza estudos e vida profissional. Com mais conhecimento e dinheiro, esses jovens consumidores são altamente tecnológicos e acostumados à velocidade da internet. Também são multiculturais. Pode até parecer paradoxo, mas têm perfil individualista e, ao mesmo tempo, são conscientes quanto a questões sociais, como meio ambiente e pobreza, por exemplo.

O que buscam na hora da compra?

Suas escolhas refletem essa personalidade engajada, e qualquer marca que não corresponda ou os decepcione, será substituída. Querem se orgulhar das próprias escolhas. Além disso, buscam personalização. Ver o nome estampado na embalagem de um produto para fotografar e colocar nas redes sociais é um grande afago ao ego desses consumidores.

Como conquistar a geração Z?

Sendo um espelho dela e atendendo suas expectativas. As empresas precisam ter discurso verdadeiro, pois esses jovens têm faro apurado para farsas. Oferecer produtos saudáveis e com procedência também é importante. Assim como ser multicanal na hora de vender e se relacionar com eles. A integração de lojas online e offline precisa ser perfeita, pois a geração Z já escolhe o canal de compra de acordo com o momento. Pode ser em casa via tablet, na loja física, ou no metrô via smartphone.

Quais ações os supermercados podem fazer para fidelizar esse consumidor?

Ações simples, como favorecer os produtores locais. A geração Z é mais consciente e sabe que isso ajuda a economia da região e diminui o custo do produto. Além disso, poluirá menos o ar, pois o percurso entre a fábrica e a loja será menor. Criar mecanismos para não desperdiçar as sobras de alimentos é outra boa estratégia. A loja pode doar para instituições carentes os produtos ainda bons e os outros para ONGs de compostagem. Mas sempre respeitando as normas sanitárias. A rede norte-americana The Whole Foods Market promove muitas ações nesse sentido.

Hoje as empresas estão preparadas para atender esse consumidor?

Temos bons exemplos nacionais, entretanto, nada ainda que repercuta de maneira significativa. Sem contar que falta coerência em muitas ações. Tomando como exemplo a questão socioambiental, não adianta o varejista parar de oferecer sacolas plásticas por um dia da semana se ele não se preocupa com a origem das frutas que comercializa. Ou ainda se descarta inadequadamente produtos que, por falta de um bom gerenciamento, apodreceram. O mercado precisa entender que a geração Z será atraída por questões sociais, sustentáveis e por tecnologia. As empresas ainda têm muito a amadurecer nesse aspecto.

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