Como lidar com funcionário bom (e chato)

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Por Patrícia Bull - redacao@sm.com.br - 08/02/2017

Esse perfil é mais comum do que se imagina. A solução também: muita conversa

Wagner Brunini
VP Financeiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil)

Um desafio comum a todas as empresas – qualquer que seja o tamanho ou área de atuação – é lidar com variados perfis de colaboradores. Há casos de profissionais que são muito eficientes, mas, ao mesmo tempo, irritantes. Fazem o trabalho, mas reclamam de tudo: do colega à máquina de café. Acham que só eles trazem solução – e fazem questão de deixar isso claro para toda a equipe – inclusive o chefe. Mas é possível tentar colocar esse colaborador nos trilhos a favor da companhia, explica Wagner Brunini, vice-presidente financeiro da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos). “Se não der resultado, não vacile em demitir”, afirma. Veja mais:

As companhias estão sujeitas a diversos perfis de colaborador. Como lidar com essa diversidade?

Por mais que as empresas utilizem ferramentas para buscar “o melhor” do mercado, é no dia a dia que o colaborador vai mostrar o seu perfil. Só então a companhia vai saber tirar o melhor de cada funcionário.

Como lidar com aquele tipo de colaborador que executa o trabalho, mas reclama de tudo? O “chato” da empresa.

O primeiro passo é reconhecer que existe um problema na equipe, pois relevar é uma miopia da companhia. O gestor não pode olhar apenas o resultado, mas também a atitude do colaborador, pois isso é percebido pelos colegas, pelos clientes e até por outros supervisores. Identificado o problema, cabe ao chefe direto buscar uma solução. O caminho é ser objetivo para tentar descobrir o motivo que o leva a ter tal comportamento.

Como deve ser essa abordagem?

O chefe deve chamar esse colaborador para conversar de uma maneira direta e formal. Não pode ser uma conversa de corredor ou na hora do cafezinho. Uma reunião privada é a melhor opção. É o que chamamos de seção de feedback. Vale lembrar WAGNER BRUNINI VP Financeiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil) Colaborador bom (e chato) U m desafio comum a todas as empresas – qualquer que seja o tamanho ou área de atuação – é lidar com variados perfis de colaboradores. Há casos de profissionais que são muito eficientes, mas, ao mesmo tempo, irritantes. Fazem o trabalho, mas reclamam de tudo: do colega à máquina de café. Acham que só eles trazem solução – e fazem questão de deixar isso claro para toda a equipe – inclusive o chefe. Mas é possível tentar colocar esse colaborador nos trilhos a favor da companhia, explica Wagner Brunini, vice-presidente financeiro da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos). “Se não der resultado, não vacile em demitir”, afirma. Veja mais: Esse perfil é mais comum do que se imagina. A solução também: muita conversa também que essa conversa não pode ser na frente de outros colaboradores. Esse tipo de profissional não evita confronto e, com certeza, vai peitar o chefe se for abordado na frente dos demais.

A equipe de RH deve ser acionada?

Não em um primeiro momento. O líder pode até pedir auxílio ao RH para discutir a melhor abordagem. Mas se ele é chefe, tem repertório suficiente para lidar com a situação. Muitas vezes o problema é de grana, de falta de perspectiva na carreira ou mesmo problemas pessoais. Mas só depois da conversa ele vai saber como buscar soluções.

É possível fazer esse colaborador olhar para si mesmo com autocrítica?

Esse é o objetivo da seção de feedback. O gestor deve explicar os problemas que detectou e qual retorno espera. Ao fim da conversa, deve inclusive pedir que o subordinado explique o que entendeu. Além disso, é importante estabelecer prazos para ele mudar de atitude. Sem ameaças: trata-se de uma linha construtiva para resolver a questão. Se, ao longo do período acordado, não forem detectadas mudanças, só resta ao gestor demitir. As empresas contratam por competências técnicas e demitem por incompetência pessoal. Se não for assim, qualquer política de RH se transforma em conversa de elevador.

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