Estimule um ambiente propício à criatividade da equipe

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Por Alessandra Morita - alessandra.morita@sm.com.br - 04/10/2016

Especialista em liderança explica que o processo criativo surge da necessidade de responder a dúvidas ou enfrentar problemas. Saiba o que fazer para incentivar a inovação

Incentivar a criatividade da equipe traz vantagens, como melhoria de processos e do atendimento ao cliente e retenção de talentos. O processo criativo surge da necessidade de resolver um problema, ou de uma dúvida, e não da ideia em si, como acredita a maioria das pessoas. É o que afirma Maria Elisa Moreira, diretora da Prisma Desenvolvimento Humano, que recentemente lançou o livro “Era uma vez dentro de nós”, que trata do tema. Veja mais:

Maria Elisa Moreira
Psicóloga especialista em liderança e diretora da Prisma Desenvolvimento Humano

Qual é o conceito de criatividade?

A palavra criatividade permite pensar em muitas coisas. Mas há um autor, Tom Wujec, que associa três elementos a ela: novidade, paixão e valor. O primeiro item se refere à produção de alguma coisa nova. Mas essa ideia precisa modificar ou melhorar algo. Quanto à paixão, uma pessoa criativa fala com entusiasmo, se sente motivada e age por prazer. É claro que hoje vivemos num mundo em que muitas coisas já foram inventadas. Como ser criativo então? Reinventando o que existe e agregando valor.

Como ocorre o processo criativo?

Ele é composto por quatro dimensões. Uma é a pessoa, elemento fundamental do processo. Todas as pessoas são criativas? Sim. Algumas, infelizmente, foram tão coibidas quando criança, que, na vida adulta, têm dificuldade de libertar a imaginação. Mas, de forma geral, as pessoas criativas são curiosas. Leem muito e assistem a qualquer tipo de programa na televisão. Têm flexibilidade de pensamento e gostam de resolver problemas. Não agem apenas pela razão, mas também com intuição. Outra dimensão importante é o ambiente. Se ele for hostil, a pessoa não coloca sua criatividade em prática. Para ser criativo, é preciso haver divergências de ideias, ter espaço para conflito, o que é diferente de confronto, que sugere embate. Outra esfera é o produto, algo concreto e útil criado pela equipe ou pessoa. E há a dimensão do processo, que tem sete etapas.

Quais são essas etapas?

A primeira é existência de um problema ou pergunta para resolver. A segunda é a coleta, na qual se busca todas as informações possíveis sobre o tema. Depois vem a incubação. Nela, todo material levantado é organizado. A partir disso, chega-se à fase da iluminação, em que a ideia surge, o que pode acontecer nos momentos mais inusitados. Na sequência, vem a avaliação: analisar se aquela ideia é viável, confrontando com o que se quer. A sexta etapa consiste na elaboração. As pessoas olham para todos os detalhes e começam a documentar tudo o que será necessário para a ideia rodar. Por fim, deve-se verificar se ela deu certo.

Como o líder/empresa incentiva a criatividade?

O mais crítico é o ambiente. O líder deve dar condições para a equipe produzir e estimular o conflito de ideias. No varejo, isso é complexo. Já atuo com o segmento há alguns anos e percebo que o consumidor não faz distinção de quem ele procura na loja – se o gerente ou o responsável pela limpeza – quando precisa de alguma coisa. Ele quer uma solução. A criatividade, nesse caso, se reflete no tratamento dado ao consumidor. Isso não pode ser feito de má vontade. E noto que há uma dissonância entre o discurso das redes e o que de fato acontece nas lojas. O consumidor sabe quando um produto está exposto com destaque para incentivar a compra. Ele está mais crítico, o que significa que o varejo precisa se reinventar.

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