Loja cheia não é garantia de boas vendas

Avaliação:

(11 Avaliações)

15/02/2016

Atrair o público certo e oferecer o que ele precisa é fundamental para converter alto fluxo em vendas

Trazer um grande número de consumidores para a loja nem sempre é a melhor solução para vender mais. Afinal, não adianta ter os corredores cheios se a maior parte do público sai de mãos vazias. Para Leonardo Cyreno, diretor da Seed, empresa de inteligência e análise de consumo, isso ocorre porque a forma como essa estratégia ainda é adotada já não gera resultados. Para dar certo é preciso atrair um público que se identifique com a loja e, a partir daí, entender quem ele é para oferecer o que deseja e precisa. Cyreno aposta em sensores dentro da loja para uma ação mais eficiente. As informações apuradas por esses dispositivos permitem planejar melhor mix, promoções, e atendimento.

O varejo ainda acredita que mais gente dentro da loja significa mais vendas?

Sim. Mas é importante entender que a venda não está relacionada ao número de pessoas que entra na loja. É preciso que comprem. Muitos varejistas, porém, esquecem esse detalhe. Se não trabalharem com um modelo eficaz de atuação para conhecer o público, nada acontece. E o varejo alimentar ainda engatinha no processo de apuração de dados disponíveis na própria loja. São essas informações que vão permitir saber o que o consumidor quer comprar para transformar fluxo em vendas.

E como funcionam os sensores?

Eles buscam dados confiáveis sobre o comportamento do público e até de como anda a operação da loja, por meio da movimentação dos clientes nos corredores. O objetivo principal é sempre oferecer uma experiência de compra positiva. Quando instalados em um setor da loja, não apenas mapeiam a quantidade de pessoas que passa por ali, mas também mostram quais itens são adquiridos, os preferidos, bem como se o shopper é do sexo masculino ou feminino, quanto tempo ele permanece frente às gôndolas, entre outras coisas. É analisando o perfil desse público que a loja vai saber quem ele é, o que ele quer e oferecer o que ele precisa. E, ao cruzar os dados, esses dispositivos costumam gerar métricas que auxiliam em tomadas de decisão. Com essas informações fica mais fácil promover ações que atraiam os consumidores certos e gerem vendas. Até pouco tempo eram apenas os gerentes das lojas que transmitiam percepções sobre os clientes. Isso é importante, mas hoje já não é suficiente para operar o negócio e garantir seu sucesso.

A questão, então, é ter uma apuração detalhada?

Sim. Porque dessa forma também é possível entender a influência de fatores externos. Por exemplo, quando aumenta a temperatura, as pessoas podem preferir fazer outras coisas em vez de ir ao supermercado. Como atrair o público nesse caso? Ou, se o trânsito na região da loja interfere no fluxo de clientes, o que fazer? No fim de semana, as pessoas costumam ir às lojas acompanhadas e isso pode ser bom para vender categorias específicas, mas quais? Os sensores encontram essas respostas.

Há exemplos desses resultados?

Estamos lançando uma tecnologia que está em fase-piloto, dentro de uma rede de supermercados. Nosso sensor é capaz de processar informações dentro dele mesmo. Nesse teste, conseguimos fazer uma avaliação das áreas de exposição dentro da loja, incluindo pontos extras e pontos promocionais. Também analisamos as filas para sua redução. A ideia é levantar dados que ajudem a melhorar a operação e os resultados.

Veja mais sobre: Loja

Comentários

Comentar com:
Publicidade

ENQUETE

Nos últimos 5 anos, quantas vezes a sua empresa teve prejuízo por causa de cargas que foram roubadas a caminho do seu supermercado?

GPS - Guia prático de sortimento

Aqui você pode navegar por todas as seções e categorias de produtos. Utilize um dos filtros abaixo para visualizar as informações:

BUSCAR
Publicidade