Nova ferramenta melhora execução nas lojas

Avaliação:

(10 Avaliações)

Por Adriana Silvestrini - adriana.silvestrini@sm.com.br - 08/03/2016

O Fieldmarketing contribui para tirar o planejamento das empresas do papel e, consequentemente, para aumentar as vendas

Tem produto no estoque? Os pontos extras estão corretos? Há ruptura na gôndola? Como abordar o shopper na seção de perfumaria? De quanto foi o aumento de vendas na seção de matinais depois da ação de degustação? Perguntas como essas podem ser respondidas por meio do Fieldmarketing. Trata-se de uma ferramenta que ajuda a coordenar, gerenciar e operar as estratégias de vendas, comunicação e marketing. O objetivo é otimizar resultados. Jeferson Cheriegate, diretor de capabilities da iTrade Smollan no Brasil, explica que a metodologia ainda é pouco utilizada no País, mas já tem sido aplicada com sucesso em outros países, como a África do Sul. Nesta entrevista, ele explica as vantagens da ferramenta.

O que exatamente é o Fieldmarketing?

É uma ferramenta que ajuda a acompanhar e executar o planejamento de marketing dentro da loja, com o cumprimento dos cronogramas definidos. Ou seja, ele une gestão à execução e mensuração de resultados. Ele opera com uma visão sistêmica e não apenas com parte da informação. O trabalho não começa nem termina no PDV. Ele se dá antes, durante e depois da execução.

Como isso ocorre dentro do supermercado?

O Fieldmarketing consiste em coordenar, gerenciar e operar as estratégias de venda, comunicação e marketing no varejo em diferentes canais, com o objetivo de proporcionar a otimização de resultados. Ele permite, por exemplo, conferir se os pontos extras estão corretos, se há ruptura na gôndola, se as promoções estão sendo executadas, se há desperdício de materiais de comunicação nas lojas ou falta de controle e monitoramento da operação. Como disse, a ideia é assumir a aplicação da estratégia no canal de venda e criar uma estrutura para acompanhar e medir os resultados de todas as ações. Assim, o varejo pode priorizar o seu core business.

Pode citar um exemplo de aplicação nas lojas?

Em uma rede de supermercados da Índia, monitoramos desde os displays instalados nas lojas, promotoras, updating de produtos e vendas até manutenção das ações de merchandising, treinamento para promotoras e gerenciamento de estoque, entre outros aspectos. A ideia foi ativar produtos em setores estratégicos das filiais. Com esse trabalho, conseguimos reduzir em 14% o custo efetivo de operação, elevar em 99% as vendas em toda a rede e aumentar a presença dos produtos nas gôndolas de 50% para 80% no período de um ano.

O varejo brasileiro já utiliza a ferramenta?

Aqui ela ainda é limitada, comparada aos mercados internacionais. Na África do Sul é muito utilizada, trazendo bons resultados. Hoje, o varejista brasileiro está preocupado se o promotor está na loja. Mas o cara ir trabalhar é o básico. O supermercadista tem de se perguntar: esse profissional organizou tudo certo? Tem produto para reposição? Quanto as vendas vão aumentar com a ação na categoria?

Quem deve ser o responsável pela aplicação?

Atualmente, essa competência não é da indústria e nem do varejo. Ou seja, você tem o varejo fazendo um pedaço deste trabalho e a indústria fazendo outro. As ações mais básicas, como reposição, por exemplo, a loja faz. A indústria entra com os promotores próprios ou terceirizados. Mas é preciso ter alguém para garantir que as ações sejam executadas no mesmo padrão.

Comentários

Comentar com:
Publicidade

ENQUETE

O que você pretende fazer para preservar a margem de lucro em 2017?

GPS - Guia prático de sortimento

Aqui você pode navegar por todas as seções e categorias de produtos. Utilize um dos filtros abaixo para visualizar as informações:

BUSCAR
Publicidade