Como os profissionais se vestem reflete o jeito da empresa

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07/03/2017

Especialistas e funcionários concordam que uma boa apresentação é fundamental para os negócios

 
 
Aderir ao "dress code", norma muitas vezes informal que rege a vestimenta dos funcionários de uma empresa, pode ser uma estratégia para se destacar no trabalho. "Sem um traje adequado, a pessoa precisará de mais tempo e disposição para passar uma boa imagem, necessária para sua ascensão", afirma Nilson Pereira, CEO da consultoria de recrutamento ManpowerGroup.

Isso acontece porque a forma como os profissionais se vestem reflete o jeito de ser da organização, explica Tânia Casado, doutora em administração e professora da USP. Não acatar essa orientação é como deixar de respeitar os valores da empresa. "Quem só traz a competência técnica vai competir com profissionais que oferecem ambos: dotes intelectuais e aderência ao modelo", diz.


Além disso, a roupa ainda é vista por muitos profissionais como prova de sucesso e competência, diz a doutora em administração e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas) Leticia Menegon. “O traje dá indicações de estrato social e de renda, por exemplo, e por isso pesa na avaliação que os outros fazem de você", explica.

A administradora Juliana Bagatin, 34, da Bayer, acha que uma boa apresentação é fundamental e abusa de modelos clássicos como terninho, vestidos e salto alto. "Uma roupa muito relaxada não passa a assertividade e credibilidade que preciso transmitir. Por isso, camiseta e tênis, jamais", diz.

Para Bagatin, seu código de vestimenta pessoal influenciou colegas. "Por ser gestora, outros profissionais seguem o exemplo ao verem que estou sempre arrumada."

Casual todo dia 
Manter o decoro e ver que informalidade não é sinônimo de desleixo é fundamental, segundo Pereira, da ManpowerGroup.

No universo das start-ups, porém, a criatividade fala mais alto do que as regras. É assim no escritório do aplicativo Singu, de contratação de profissionais do ramo da beleza, em São Paulo.

A diretora de marketing da empresa, Juliana Poli, não abre mão de jeans, tênis e camiseta. Quando precisa se arrumar mais, veste um blazer. "Não gosto de roupas tão formais. Eu me sinto sem identidade, definitivamente não combina comigo."

Para ela, a roupa ajuda na ascensão profissional desde que aquela pessoa esteja à vontade com o que usa. A professora do curso de moda do Senac Monayna Pinheiro concorda com a diretora de marketing e reforça a questão da confiança do profissional com o que veste.

"Não há como passar credibilidade sem autoconfiança, por isso o profissional deve se conhecer bem e saber do que gosta", diz. A dica é caçar referências de estilo e observar colegas e superiores para sentir o tom da cultura da empresa.

Fonte: Folha Online

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