GPA lança parceria com pequeno varejo e reforça negócio de proximidade

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Por Alessandra Morita - 28/07/2016

Novo modelo da empresa, que resgata a marca CompreBem, prevê fornecimento de produtos e transferência de conhecimento a esses estabelecimentos

O GPA está lançando a marca Aliados CompreBem, que poderá ser utilizada por pequenos varejistas independentes. A ideia é vender produtos para essas lojas, principalmente de marcas próprias. Com o novo modelo, anunciado hoje (28/07) durante teleconferência com investidores, a companhia amplia sua atuação no segmento de proximidade. O programa é destinado a unidades de 150 a 300 metros quadrados. Segundo a empresa, não se trata de franquia, pois não há cobranças de taxas, como royalties e outras. A iniciativa foi inspirada no modelo do Êxito, que pertence ao Casino na Colômbia. 

“Somos o primeiro grande varejista nacional a oferecer esse modelo ao mercado. Nossa ideia é compartilhar conhecimento e melhorar o negócio de pequenos comerciantes”, afirmou Luis Moreno, CEO da Multivarejo, divisão que reúne as marcas Extra e Pão de Açúcar. Nesse modelo, o GPA se encarrega pela entrega dos pedidos nas lojas e pela mudança de marca e do visual na fachada. 

Segundo Marcelo Bazzali, diretor executivo de negócios de proximidade do Grupo, foi realizada pesquisa quali e quantitativa com consumidores nas quais a marca CompreBem teve boa “aderência tanto das classes A/B quanto C/D”. O projeto começou em abril do ano passado com 10 a 20 estabelecimentos e hoje conta com 46. “Estamos utilizando o aprendizado do Êxito, mas adequando o negócio à cultura brasileira”, disse. 

As lojas de proximidade – que incluem as bandeiras Minuto Pão de Açúcar e Minimercado Extra – cresceram 21,4% nominal no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2015. Com isso, alcançou faturamento líquido R$ 280 milhões. O segmento representa 1,4% das vendas totais da companhia.  

Divisão alimentar no vermelho
Com prejuízo líquido de R$ 109 milhões no segundo trimestre do ano, o GPA Alimentar sentiu impacto de redução na margem bruta e aumento de despesas no período. A Multivarejo, por exemplo, registrou queda de 1,6 ponto percentual na margem bruta de lucro, descontados efeitos de créditos fiscais, em relação a igual período de 2015. O principal motivo para a redução são os esforços de competitividade concentrados na bandeira Extra. Eles se traduzem nas promoções “1,2,3 Passos da Economia”, que oferece descontos progressivos; “Hiper-feira”, com oferta de perecíveis a semana toda; e “O mais barato”, que oferece 300 SKUs de menor preço no mercado. Segundo Moreno, essas iniciativas já estão se convertendo em aumento de vendas e ganhos de market share, que deverão se intensificar nos próximos trimestres. O executivo ressaltou ainda que essas medidas trazem outros benefícios, como otimização de gastos logísticos e redução de despesas e de ruptura. “Também houve aumento de 8% na produtividade do Extra, medida pelas vendas divididas pelo número de horas trabalhadas”, comentou. 

Ainda na Multivarejo, as despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 7,9% entre abril e junho deste ano – abaixo da inflação do período. Entre os pontos que mais influenciaram essa alta, estão aumento de R$ 10 milhões devido à abertura de 41 lojas nos últimos 12 meses, crescimento de R$ 53 milhões com maior provisionamento de contingências trabalhistas e aumento da inadimplência nos recebíveis de aluguéis de galerias comerciais. O impacto nesse caso foi de R$ 20 milhões. 

Em contrapartida, a divisão manteve praticamente estáveis as despesas das lojas – ligeira redução de 0,1%. Isso se deve a projetos de eficiência implementados no final do ano passado e no primeiro semestre deste ano. As iniciativas incluem diminuição dos gastos com marketing (-11,5%) e com pessoal de loja (-1,5%). As vendas líquidas da Mutivarejo alcançaram R$ 6,4 bilhões no segundo trimestre, o que representa queda nominal de 1,8%. 

Com crescimento nominal de 36,9% em receita líquida, o Assaí manteve estável sua margem bruta (13,8%), excluindo efeitos de créditos fiscais. As despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram redução de 0,3 ponto percentual. Isso se deve principalmente ao maior controle nas despesas e alavancagem operacional. 

Ronaldo Iabrudi, presidente da companhia, ressaltou durante a teleconferência que ainda há oportunidades em melhoria de despesas. “Há possibilidades de ajustes finos”, disse. Ele afirmou estar otimista de que a empresa retomou o caminho do crescimento – o GPA Alimentar, por exemplo, cresceu 11% no segundo trimestre. “O time tem uma estratégia e um plano cuja implementação nos deixa confiantes”, completou. 

 

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