Natal nos super e hiper deverá cair 3,5% em 2016

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Por Alessandra Morita - alessandra.morita@sm.com.br - 04/10/2016

Apesar da previsão de queda, a data é a mais importante do ano. Para tirar o melhor do período, é preciso conhecer os desafios e vencê-los

As vendas no Natal devem continuar tão desafiadoras quanto têm sido até agora. Os economistas apostam em um nível de consumo inferior ao de 2015, que já não foi dos melhores. Mas...como sempre acontece em fases de recessão, cuidado com o desânimo e o pessimismo! Se você for cauteloso demais nas compras, poderá enfrentar ruptura e fuga dos clientes para outras lojas. Faça uma leitura crítica do cenário macroeconômico e das expectativas de vendas de cada produto sazonal. Lembre-se: muito do Natal acontece na loja. O seu cliente precisa de alegria em família, de ceias gostosas para esquecer os dias difíceis. Você pode entregar tudo isso.

 

Vendas nos super e hiper
O banco ABC Brasil estima queda nas vendas em relação a 2015. Mas essa é apenas parte da história. A outra parte depende de você. Veja as estimativas

-3,5% nas vendas dos super e hipermercados em relação ao ano passado

-4,0% na massa salarial em 2016, principal responsável pela retração

Embora a confiança do consumidor e dos empresários esteja melhorando, o reflexo nas vendas ainda não acontecerá neste fim de ano. “A melhora no humor ainda não significa recuperação da economia. Por enquanto, só observamos uma queda da atividade em ritmo inferior ao que vinha ocorrendo”, explica Luis Otávio Leal, economista-chefe do ABC Brasil. Ele acredita que as empresas só voltarão a contratar no ano que vem, o que deve manter a renda atual em patamares inferiores aos dos últimos anos. Outro fator que deve influenciar as vendas deste ano é o fato de Natal e Ano Novo acontecerem em fins de semana, o que reduz o número de comemorações.

 

Atacarejos são favoritos

Luis Otávio, do banco ABC Brasil, acredita que, neste fim de ano, os atacarejos continuarão a ter vantagem sobre os demais canais devido à pol ítica de preço baixo. Para o economista, os outros formatos devem apostar em packs com mais unidades de um mesmo produto, já que o consumidor continuará decidido a economizar e precisa enxergar vantagens em sua compra. Os packs permitem compra conjunta entre familiares e amigos. neste ano, segundo o especialista, ainda deverá ocorrer migração das opções mais caras para as mais baratas, mas desde que os produtos entreguem qualidade.

“A partir do ano que vem, com a melhora da renda, o consumidor deve voltar a procurar pelas marcas e produtos de maior valor agregado que deixou de comprar em função da crise ”
Luis Otávio Leal
ABC Brasil

O pior já passou...
...mas este último trimestre ainda sairá prejudicado, e 2017 promete uma recuperação gradual. Cabe a cada empresário “fazer” a exceção

Nem mesmo a renda gerada pelo 13ª salário conseguirá levar o consumo das famílias a crescer neste último trimestre. A expectativa é de queda de vários indicadores, segundo Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. Ele lembra que o consumo de alimentos já começou a pontuar ligeira melhora, mas uma recuperação mais robusta só deverá ocorrer em 2017 – a previsão é de alta de 2,3%. “Esse cenário depende de como andará o ajuste fiscal. Se ele ocorrer, abrirá espaço para o Banco Central iniciar a redução da taxa de juros, favorecendo toda a economia”, diz Vale. Mas para ele, o aumento do consumo em 2017 deverá ser uma volta gradual ao nível pré-crise.

Produtos: troca troca
Embora a principal aposta dos economistas seja de alta no consumo de itens mais baratos neste Natal, o comportamento poderá ser diferente naqueles considerados muito importantes pelo cliente. Se gundo Carlos Müller, analista-chefe da Ge ral Investimentos, nesses casos, o consumidor tenderá a reduzir a quantidade para manter compra.

“O brasileiro dever á definir prioridades de consumo. Isso favorecer á mais as vendas de alguns itens do que de outros . E poderá favorecer mais ceia do que presentes caros ou para toda a família ”
Carlos Müller Geral Investimentos


Alimentos antes de tudo

Por pior que sejam as estimativas de vendas, o supermercadista não pode esquecer que o natal acontece principalmente em suas lojas

 

Contratações, cuidado!
Muitos temporários serão absorvidos no Natal, mas o número deverá ser menor do que o de 2015. Atenção para não prejudicar reposição e atendimento. O concorrente pode ganhar com isso

Serão abertas 135,3 mil, vagas temporárias no varejo geral. Desse total 21,6% referem-se aos super e hipermercados

A Lafis Consultoria prevê uma queda de 2,4% nas contratações para o período no comércio como um todo. O recuo se deve à expectativa de retração nas vendas, o que inclui o setor supermercadista, segundo Robson Poleto, analista da consultoria. Os especialistas lembram, entretanto, que o setor alimentar não pode subestimar a complexidade da operação, incluindo recebimento e logística, ações no e eficiência no checkout

 

40% participação média do Natal nas vendas dos supermercados
Fonte: 2B Partners

60% das vendas de Natal do comércio vêm dos super e hipermercados e do setor de vestuário
Fonte: Lafis Consultoria

Veja mais sobre: Natal, Ano Novo, Festas

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