Tendências que vão transformar o varejo

Avaliação:

(12 Avaliações)

Por Redação SM - 14/02/2017

Estudo da consultoria Bain & Company listou as principais mudanças globais para o setor. Saiba quais são e como elas devem influenciar seu supermercado


Você sabe quais são as tendências globais para o varejo neste ano? Um estudo da consultoria Bain & Company listou as principais. Elas vão desde tecnologia até comportamento do consumidor. Para Luciana Batista, sócia da empresa, é importante ficar atento essas movimentações do mercado. “As empresas que desejam se destacar precisam se preparar para se manter à frente nesse cenário, mas sem deixar de focar esforços no atendimento das expectativas dos clientes, que estão cada vez mais altas”, diz ela.

Confira a seguir as 10 tendências apresentadas pela Bain: 

1. Inteligência artificial
Diz respeito a softwares e máquinas com capacidade de aprendizagem, de resolução dos problemas e até de tomada de decisões. “Trata-se de análise dos dados em massa, que são reconhecidos pelas máquinas e se transformam em padrões que auxiliam os varejistas a aperfeiçoar as experiências dos consumidores e suas operações”, explica Luciana.

2. Automatização das lojas
A automatização das tarefas e de serviços básicos não é exatamente algo novo, mas reflete a maior escala envolvendo tecnologias-chave. Isso torna a implementação desses recursos economicamente viável. Segundo a Bain & Company, atualmente, os varejistas estão preocupados com quais aspectos do negócio podem ser automatizados. Entre os benefícios desse movimento, estão a seleção mais ampla de produtos em um espaço menor de exposição e a disponibilização diferenciada e esteticamente agradável para o cliente, o que  permite aos colaboradores focar nos serviços ao consumidor.

3. Cybersegurança
A cybersegurança utiliza softwares e serviços para proteger os sistemas dos computadores das empresas e também os dados dos consumidores. “No entanto, quanto mais as pessoas migram para tecnologias digitais, maior a proporção de riscos de cyberataques, que estão cada vez mais comuns e sofisticados. Com isso, a confiança do consumidor, que é um dos ativos de maior valor dos varejistas, pode estar sendo ameaçada”, destaca Luciana. Embora as violações de dados das empresas do setor representem apenas 6%, por se tratar de informações pessoais dos clientes, essas “falhas” ganham destaque na imprensa. Em 2017 e nos próximos anos, a cybersegurança será parte importante dos negócios.

4. Preparar-se para o inesperado
Situações atuais mostraram o poder das mídias sociais. Com essa crescente exposição, os executivos das empresas devem considerar uma variedade ampla de cenários na hora de desenvolver planos, a fim de focar a minimização dos efeitos negativos e a maximização das oportunidades positivas. Quando algum evento crítico acontecer, é importante que haja redução no tempo de resposta para os consumidores e as equipes reajam de forma mais eficaz.

5. Saúde e bem-estar
Muitos consumidores afirmam que se preocupam com a saúde e o bem-estar. Também dizem estar dispostos a pagar mais por esse benefício. Em uma década (2006-2016), as vendas anuais de orgânicos cresceram 10 vezes mais do que a de produtos regulares, mesmo com preços 50% mais altos. 

6. Consumidores da geração milênio
São aqueles consumidores que nasceram na era digital e cresceram usando a internet e as tecnologias mobile. Comparados com baby boomers, millenials, são duas vezes mais propensos a comprar online e têm aproximadamente oito vezes mais chances de adquirir os produtos em aplicativos mobile. Além disso, quando se trata de serviços ao consumidor, aproximadamente 25% dos millenials esperam receber uma resposta via mídias sociais no prazo de 10 minutos, e 30% deles têm a mesma expectativa de velocidade quando enviam um questionamento para a empresa.

7. Dividir, alugar e emprestar
A economia compartilhada – o conjunto de empresas que permitem aos consumidores e varejistas acessar bens e serviços de maneira temporária, de acordo com a necessidade – está criando opções flexíveis e mais baratas sem a necessidade de compra. Mas esses modelos de negócio não estão apenas beneficiando consumidores. Os varejistas também estão utilizando esses serviços de economia compartilhada na tentativa de entender a mudança nas expectativas do consumidor

8. Inovação
Os varejistas estão competindo com concorrentes mais novos que contam com a vantagem de ter barreiras menores para dividir seus segmentos de alto valor. Ao utilizar o marketing digital e serviços compartilhados, essas empresas vendem online diretamente aos consumidores e com foco em margens altas. Para se estabilizar no mercado, as empresas de varejo precisam combinar o pensamento das start-ups com escala.

9. Parcerias
O varejo pode adotar e adaptar ideias de diversos experts mundiais para melhorar a velocidade, aumentar a efetividade e baixar o custo da inovação. As parcerias permitem capitalizar leis de vantagem competitiva, redirecionando seus recursos de inovação para competências centrais. Esse trabalho pode ser feito tanto com empresas de tecnologia quanto com influenciadores-chave. Oferecem a vantagem de um risco relativamente baixo, além de constituir uma forma mais acessível de apostar em inovações que seriam muito mais caras (ou impossíveis) de desenvolver dentro da empresa. 

10. Realidade aumentada
A realidade aumentada é uma visão viva do mundo físico – através de uma câmera de smartphone, por exemplo – que sofre a influência de elementos digitais, como gráficos gerados por computador ou vídeos. Os varejistas estão usando cada vez mais esse recurso para aprimorar experiências de compra dos consumidores e suas próprias operações. “Ao permitir que os clientes testem virtualmente produtos antes de comprar, é possível reduzir custos associados a devoluções (especialmente para itens caros ou com retorno frequente) e até mesmo aumentar a conversão de clientes”, ressalta Luciana. Operacionalmente, os varejistas podem olhar para a realidade aumentada como uma maneira de melhorar o design de lojas. Isso deve ajudar na tomada de decisões de infraestrutura, além de diminuir as despesas de construção, melhorar o merchandising visual, entre outros benefícios. 

Comentários

Comentar com:
Publicidade

ENQUETE

O consultor Éneas Pestana (ex-GPA) afirmou que, na hora da crise, o varejista tira dinheiro do bolso para capital de giro. O que você faz?

GPS - Guia prático de sortimento

Aqui você pode navegar por todas as seções e categorias de produtos. Utilize um dos filtros abaixo para visualizar as informações:

BUSCAR
Publicidade