O perfil de emprego no varejo alimentar em 2025

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Por Diego Pinheiro - 28/07/2015

No futuro, a mão de obra será mais qualificada e as condições de trabalho, mais flexíveis. A tecnologia também vai ajudar a equipe a elevar a produtividade e a extrair informações para atender melhor o cliente

Nada de ampliar os benefícios aos colaboradores. Ao contrário, dentro do portfólio oferecido pela empresa, eles poderão escolher aqueles que mais interessam. A carga horária poderá ser menor, mas o volume de trabalho executado deve aumentar. Em algumas áreas, será possível trabalhar de casa, reduzindo despesas da empresa. Essas são algumas mudanças que deverão ocorrer nos próximos dez anos no perfil do emprego no varejo alimentar. Em resumo, boa parte dos especialistas acredita que o trabalho se tornará mais flexível.

Independentemente de a mão de obra ser contratada via CLT diretamente ou terceirizada, alguns analistas apostam que no futuro os profissionais vão escolher, no “cardápio” de benefícios da companhia, aqueles que deseja ter. A prática já começa a ser adotada em outros setores da economia, mas deve ganhar força também no autosserviço alimentar.

Nuno Fouto, coordenador de estudos e pesquisas do Provar (Programa de administração de varejo), da USP/FIA, acredita também que a mão de obra será mais qualificada devido à ampliação da educação formal. Por conta disso, ele afirma que os profissionais terão maior senso crítico. Com isso, as tarefas passam a ser plenamente executadas, além de tornar as pessoas mais aptas a encontrar soluções para problemas enfrentados no trabalho. Isso é importante, uma vez que as exigências no atendimento ao consumidor serão maiores. Para Haroldo Monteiro, coordenador da pós-graduação em gestão estratégica no varejo do Ibmec, os colaboradores acrescentarão às suas tarefas a análise de dados para melhorar a experiência do consumidor.

A tecnologia também vai influenciar mudanças no perfil do trabalho. Fouto avalia que ela poderá reduzir as atividades puramente braçais, diminuindo o tamanho das equipes e elevando a produtividade. Com isso, a carga horária também poderá será enxugada, mas o volume de trabalho executado dever ser maior. Essa capacidade de realizar mais atividades no mesmo período de tempo é importante, já que os processos de loja, ainda que automatizados, exigirão maior controle por parte dos funcionários, como, por exemplo, conferências.

 

 

Já Monteiro, do Ibmec, acrescenta que as tarefas das equipes se tornarão mais estratégicas do que são hoje. O especialista também acredita que, em algumas funções, será possível adotar o home office (trabalho em casa). Ele acredita que isso é possível, por exemplo, para profissionais encarregados de analisar dados relacionados aos hábitos de compra dos clientes. “Novos cargos, como esse, tendem a ter maior flexibilidade”, explica. Para Fouto, do Provar, esse modelo poderá se estender, por exemplo, a setores associados ao planejamento das empresas. “No futuro, as atividades poderão ser mistas. Será possível ter a opção de trabalhar tanto presencialmente quanto por home office”, analisa.

Carlos Silva, gerente do Hay Group, faz uma ressalva. Ele lembra que, no atendimento ao cliente nas lojas, continua sendo importante o contato direto com a equipe do supermercado. “As relações pessoais entre trabalhador e consumidor não podem ser perdidas”, reforça. Outro especialista da empresa, Diego Furtado, diz que a tecnologia pode, no futuro, ser uma aliada para estreitar o relacionamento com o público. “Ela ajudará a equipe a personalizar o atendimento”, conclui o consultor. 

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