Quer se sair bem numa dinâmica de grupo?

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Por Diego Pinheiro - 08/01/2016

Veja como agir e se comportar nessa etapa do processo seletivo

Qualquer tipo de avaliação causa desconforto nas pessoas. Seja na vida pessoal, nos estudos ou no trabalho. Imagine então quando se está concorrendo a uma vaga de emprego! É isso o que normalmente acontece numa dinâmica de grupo, já que se trata de um processo de contratação baseado na observação de comportamentos. O que mais deixa os candidatos nervosos é a falta de conhecimento sobre a empresa e o próprio processo de dinâmica em si. Mas há como se preparar.

Segundo Silvania A. Nascimento, especialista em gestão de RH, é necessário pesquisar sobre a empresa. Ela afirma que isso ajuda o candidato a fazer colocações mais pertinentes sobre a companhia e sua área de atuação, além de contribuir para ter maior clareza sobre os requisitos da vaga. Já para Liliane Veinert, sócia-diretora da CV Consult, também convém ao profissional fazer uma autoavaliação. A ideia é se conhecer melhor e saber quais são seus pontos fracos. “Não se derruba o conhecimento. Ele deixa a pessoa mais segura”, diz ela.

O primeiro desafio na dinâmica é o momento das apresentações. Embora seja ideal para o candidato expor suas atividades, muitos caem no equívoco de se enaltecer demais, fugindo à realidade. Dizer sempre a verdade é a dica da especialista Silvania. De acordo com ela, se o candidato estiver mentindo corre o risco de ter sua apresentação “cortada” pelo avaliador caso este desconfie. A pessoa também fica com a imagem arranhada, o que a impede de ser chamada para concorrer a outras vagas naquela empresa. Por essa razão, o profissional deve ser sempre ele mesmo, já que isso demonstra ética e facilita à companhia saber se seu perfil realmente se encaixa na função à qual está concorrendo.

Outra etapa do processo consiste em o avaliador fazer algumas perguntas e iniciar uma troca de opiniões entre todos os candidatos. Nessa fase, a capacidade de dialogar entra em jogo. Para Manoela Costa, gerente executiva da Page Talent, a habilidade de se comunicar é sempre valorizada pelas empresas. Mas deve ser usada com sabedoria, pois pessoas extrovertidas, muitas vezes, tendem a não saber ouvir. Portanto, quem tem essa característica, precisa se policiar para não “passar do ponto”.

Uma recomendação adicional é o candidato não parecer autoritário na hora de expressar as suas opiniões. Para isso, deve aguardar que seja dada a ele a oportunidade de falar e contrapor sua opinião com as demais. Evitar gírias é outra sugestão, pois elas não são adequadas para a ocasião. “A dinâmica não é uma reunião de amigos, mas sim de negócios”, expõe Silvania, especialista em gestão de RH.

A forma de se vestir e de se comportar também é analisada pelas empresas que estão contratando. Segundo os consultores, para não errar nos trajes, os homens podem optar por camisa, calça, sapato ou sapatenis. Já as mulheres devem evitar minissaia ou chinelos abertos. Quanto ao comportamento, a empresa espera dos candidatos bom senso em suas atitudes e polidez no trato com os colegas.

As companhias querem encontrar candidatos que tenham originalidade, criatividade e honestidade, afirma Lilian Veinert, sócia-diretora da CV Consult . A essa lista ela acrescenta que também são bem vistas pessoas que agregam novos pontos de vista e têm espontaneidade. “Falar aquilo que se pensa e se colocar no lugar do outro também são características valorizadas pelas empresas”, conclui ela.

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