Petrópolis pode ser pressionada com a venda da Brasil Kirin

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27/01/2017

Analistas de mercado consideram inevitável a união do grupo com uma gigante global no longo prazo, para se fortalecer diante das rivais



O Grupo Petrópolis terá uma nova fonte de pressão com a compra da Brasil Kirin pela Heineken, prevista para ser anunciada em fevereiro. A compra eleva a participação de mercado da Heineken de 9% para 17,4%, ante 14,1% da Petrópolis e 67% da Ambev. Analistas de mercado consideram inevitável a união do grupo com uma gigante global no longo prazo, para se fortalecer diante das rivais.

Fontes do setor consideram que a própria Heineken compraria o Grupo Petrópolis no futuro, embora a empresa não tenha intenção de ser vendida. Outro fator de pressão seria a sucessão de Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis. De acordo com dados da Nielsen, entre 2010 e 2016 a participação de mercado do Grupo Petrópolis passou de 9,7% para 14,1%. A Itaipava, sua principal marca, evoluiu de 6,2% para 10,6%. No mesmo período, a Ambev manteve sua participação na casa de 67%. A Kaiser, comprada pela Heineken, passou de 4,5% para 4,7% nesse intervalo. A Schin, da Brasil Kirin, passou de 10% para 8,4% do mercado.

O Grupo Petrópolis instalou fábricas no Nordeste nos últimos quatro anos, conseguindo, dessa forma, tomar mercado da Schin na região com a Itaipava, observou em relatório o analista do Credit Suisse, Antonio Gonzalez. Mas, para continuar avançando, a companhia teria que fazer mais investimentos em fábricas e marcas.

A Petrópolis opera com seis fábricas - mesmo número da Heineken - e detém 100% da distribuição de suas marcas. O faturamento é estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões por ano. O valor de mercado é avaliado entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões.

Carlos Laboy, analista do HSBC, escreveu em relatório que esses pontos favoráveis tornam a Petrópolis atrativa para ser adquirida. Mas, para competir sozinho contra rivais globais, o grupo precisa ter marcas fortes na categoria de cerveja premium - área que já foi reforçada na Ambev e na Heineken. E precisaria reforçar o caixa para bancar uma nova expansão.

Na área de cervejas populares, a Petrópolis tem como principal mercado a venda da Itaipava no Nordeste e Norte do país. Laboy considerou que a Heineken poderia usar a estrutura da Brasil Kirin para reforçar a expansão da marca Amstel no Nordeste, em lugar da Schin. Essa estratégia colocaria pressão sobre a marca Itaipava.

Fonte: Valor Econômico

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