Rede Porecatu eleva em 18% as vendas por funcionário

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Por Viviane Sousa - viviane.sousa@sm.com.br - 04/01/2017

Ao criar indicadores associados à performance do pessoal a varejista pôde tomar decisões mais racionais. Entre elas, ajustes no tamanho das equipes

Uma das vantagens de se trabalhar numa empresa pequena é participar ativamente da implementação de melhorias. Valdeir José Ferreira sabe bem disso. Ele é gerente de Recursos Humanos do Porecatu, com cinco lojas no interior paulista e faturamento de R$ 251 milhões. Contratado como estagiário, foi responsável pela estruturação da área. “O objetivo foi criar um RH mais estratégico, com foco na gestão do negócio e geração de resultados”, conta. Em meados de 2013, a estruturação estava caminhando e alguns projetos da área também. Um deles foi a criação de indicadores de performance, como o de vendas, faturamento por checkout e por metro quadrado, rendimento dos funcionários, turnover. Em um ano e meio, por exemplo, a receita/empregado cresceu 18% alcançando R$ 26 mil. Contribuiu para a alta a criação do programa de educação corporativa. Também ajudou a presença de um psicólogo para atender os profissionais que enfrentam problemas de saúde, pessoais, familiares e financeiros. “Funcionário feliz trabalha motivado e é mais produtivo”, afirma. Essa humanização da área também ajudou a reduzir os índices de absenteísmo e turnover - este caiu de 10,2% para 3,5%.

RH estratégico faz a diferença
Valdeir José Ferreira é gerente de Recursos Humanos do Porecatu e foi o responsável pela estruturação da área 

Os funcionários passaram a ser promovidos com base em suas competências. “Mesmo assim, ele faz três meses de adaptação. Não queremos perder um excelente técnico e ganhar péssimos líderes”, observa Ferreira. A análise dos indicadores de performance também permitiu o desligamento de 90 pessoas, sem elevar o banco de horas dos demais 900 funcionários atuais. Um exemplo vem da confeitaria de uma das lojas. Ao medir a demanda e a produtividade da seção das cinco filiais, a equipe percebeu que uma delas tinha quatro funcionários a mais, sem o mesmo nível de produção das outras. “O gerente não aceitou muito bem a orientação. Mas depois que visitou outras lojas e aprendeu novos processos, viu que era possível reduzir o time”, conta Ferreira. Outro projeto foi o “cliente oculto”, que ajudou a melhorar o nível de atendimento. “Quando identificamos problemas, damos o feedback ao responsável, com sugestões de melhorias”, diz. Para o futuro, o desafio é manter o RH sempre alinhado às estratégias da rede.

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