Delivery. Nunca foi tão simples e tão tecnológico

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Por Natalia Guaratto -

Fomentado pelo e-commerce, o serviço já conquistou os consumidores. Agora o varejo investe em melhoria no atendimento e diversificação dos canais de venda. Você já fez uma entrega hoje?

Comprar por delivery é ótimo. Não tem o ‘pega e carrega’ de produtos, nem sacolinha de lá ou de cá. É muito mais agradável receber as compras em casa.” A opinião é da administradora de empresas Camila Alvin, 30 anos. Ela não teve dúvidas em trocar o hábito de ir ao supermercado pelo serviço de compra e entrega oferecido pela rede paulista St. Marche, que há um ano e meio inaugurou uma loja perto de sua casa, na zona sul da cidade. O Delivery VIP St. Marche funciona por meio de formulários, disponibilizados pela loja em condomínios próximos, com cerca de 170 opções de produtos divididos em departamentos, como hortifrútis e mercearia. Quando preenchidos, eles são recolhidos pelo próprio supermercado, que providencia a entrega. Assim como Camila, boa parte dos moradores do entorno do supermercado passou a fazer compras pelo sistema. Ciro Aidar, gerente da unidade, diz que não mediu o crescimento, mas garante que os pedidos por formulários hoje representam 50% do delivery. A outra metade corresponde aos pedidos por telefone e e-mail.

 

A popularização do serviço causou dificuldades para o St.Marche. Camila deixou de usálo temporariamente porque o prazo prometido – de no máximo três horas entre a solicitação e a entrega – não foi cumprido. “Também não entregaram um produto nem me ofereceram uma opção,” conta Camila. O crescimento acelerado prejudicou o atendimento, mas o problema foi solucionado. “Acabamos de mudar a empresa que faz a logística e trocamos as motos por vans de entrega,” diz Aidar.

 

TODO MUNDO GOSTA


O serviço de delivery é amplamente aprovado pelo consumidor paulista, o mais apressado dos brasileiros. Isso é o que mostra pesquisa da Felisoni Consultoria, feita com 395 consumidores de São Paulo, que costumam solicitar o serviço de uma a três vezes por mês. Veja o que eles pensam e como se comportam.

 

O exemplo da rede St. Marche evidencia o que está acontecendo com o delivery no Brasil. “Em 2009, o varejo cresceu na casa dos 13%. Os sistemas de entrega cresceram bem acima disso,” afirma Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Provar (Programa de Administração do Varejo). “Tudo o que aumenta mais de 20% em um ano tende a enfrentar dificuldades,” completa Antônio Rezende, gerente da Imam Consultoria, especializada em logística. Para ele, o grande problema dos serviços de entrega é a roteirização. E em São Paulo, por mais que haja planejamento, o delivery está sujeito a complicações do trânsito.

Em Paris, França, o serviço é bem conduzido e conta com mais adeptos. Um deles é o brasileiro Ricardo Marino, de 22 anos. Marino faz as compras de supermercado pela loja virtual da rede Auchan. “Acho mais fácil usar o sistema de buscas do site do que ficar dançando com um carrinho na seção de higiene para procurar escova de dentes,” exemplifica. Ele paga 8 euros (cerca de R$ 17,50) pelo frete e costuma gastar 100 euros mensais (perto de R$ 220,00). Como usa uma conta compartilhada com outros estudantes, por vezes não arca com o pagamento da taxa. No Brasil, o estudante não costumava usar e-commerce de supermercados porque não se sentia seguro. “Como a abrangência é menor, acredito que a disponibilidade de horários e velocidade de entrega não compensem.”

Apesar da má impressão, Marino vai encontrar boas opções, quando voltar ao País. Um exemplo é o Pão de Açúcar Delivery. Pioneiro em vendas virtuais, o serviço é o único na categoria contemplado com o Prêmio Excelência em Qualidade Comércio Eletrônico B2C. Na votação promovida pela e-Bit, a bandeira já foi seis vezes eleita pelos consumidores. O sucesso tem explicação. Com 15 anos de existência, a operação conta com oito centros exclusivos de distribuição, que permitem entregar pedidos no prazo médio de 24 horas ou com hora marcada. Resultado: o segmento cresce nada menos de 20% ao ano.

“O atendimento do delivery St.Marche é muito bom. Encontro quase todos os produtos que consumo no formulário de pedidos. O que não tem, anoto à parte.”
Camila Alvin - Administradora de Empresas, 30 Anos

Bom desempenho em delivery não é exclusividade das gigantes. Com uma operação enxuta, a média e a pequena empresa também podem garantir comodidade ao cliente. É o caso de várias companhias, entre elas a RR Gomes.


O delivery do Pão de Açúcar conta com oito centros exclusivos de distribuição

 

 

HORTIFRÚTIS RR GOMES
Internet como porta de entrada

Até o fim de 2009, a rede de hortifrútis, sete lojas no Rio de Janeiro, não tinha sequer e-mail, mas queria entrar na internet. Contratou uma empresa para criar o site e a imagem da marca na web. O serviço de delivery, que já existia por telefone, foi incrementado por um formulário online. Agora os pedidos são centralizados e direcionados para as lojas mais próximas do consumidor, de onde saem para entrega. A empresa investiu ainda em um link patrocinado no Google. Toda vez que alguém digita a palavra ‘hortifrúti’ no buscador, o site do RR Gomes aparece entre os primeiros da lista.

Essas ações fizeram com que, no 1o trimestre de 2010, as vendas aumentassem 17%. Hoje o site recebe em média 12 mil visitas por mês, sendo que a maior parte (47%) é direcionada pelo link patrocinado. Com o ingresso na internet, o RR Gomes conseguiu ampliar o negócio. Enquanto as lojas físicas são voltadas para o público B e C, o sistema online atinge consumidores de diferentes classes sociais. Não é à toa que a rede calcula um incremento de 35% nas vendas no segundo trimestre do ano.

 

SUPERMERCADOS RIBEIRÃO
Pesquisa de preços leva ao e-commerce

Outra empresa de pequeno porte que conseguiu entrar no segmento delivery, e sem ter nenhuma ligação com varejo alimentar, é a High Pix, de soluções em internet.

Como pesquisar preços na internet já está bem difundido entre os consumidores, segundo estudo da IBM, a empresa enxergou oportunidades nessa prática e criou o site Supermercados Ribeirão, que atua na cidade paulista de Ribeirão Preto. A página permite que o consumidor compare preços de produtos de quatro bandeiras diferentes: Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar e Savegnago. Por meio de um menu dividido por categorias, o cliente encontra a descrição e o valor de cada item e faz o pedido. A empresa se encarrega de comprar os produtos com melhores preços, nas diferentes redes, e se responsabiliza pela entrega. Adriana Cambraia, fisioterapeuta, 30 anos, experimentou o site. “O serviço ainda está no começo, mas a ideia é ótima,” diz. “Não tenho tempo e paciência para pesquisar preços, acho melhor pagar mais caro para ser bem atendida,” afirma ela, que desembolsou R$ 15 para receber em casa as compras feitas no valor de R$100.

 

SOS ESQUENTA
Mídias sociais em alta

Uma outra tendência também se desenha entre pequenas e médias empresas – a que envolve as redes sociais. Afinal, como mostra um estudo da IBM, 68% dos consumidores estão propensos a seguir um varejista em canais como Twitter ou Facebook.

Os empresários Marco Felini e Tiago Apolinário, de 22 e 23 anos, já entenderam isso. Investiram nas mídias sociais para vender bebidas alcoólicas, cigarros, petiscos e camisinhas e se deram bem. No começo do ano, montaram a loja virtual SOS Esquenta, um delivery que funciona nos horários que antecedem a balada da maioria dos jovens paulistanos. Para difundir o serviço, os sócios mantêm contas no Twitter, Facebook e Orkut. E os pedidos podem ser feitos por telefone e formulário online, além de Twitter, MSN ou mensagem de celular. Felini e Apolinário contam com um serviço de motoboy para fazer as entregas que, por enquanto, estão restritas a bairros da capital paulista. Os jovens não divulgam os resultados, mas afirmam que recebem em média 15 pedidos por noite e que lucram cinco vezes mais que o esperado na concepção do negócio. O SOS Esquenta já recebeu propostas de abertura de franquias em outras cidades.

A concorrência em delivery aumenta e se diversifica. É preciso, portanto, ser o melhor na área.

 

MAIS INFORMAÇÕES
Provar: (11) 3894-5004
IMAM: (11) 5575-1400
High Pix: (16) 3234-3081
Felisoni Consultoria: (11) 2368-3480
St. Marche: www.marche.com.br
Pão de Açúcar: www.paodeacucar.com.br
RRGomes: www.rrgomeshortifruti.com.br
SOS Esquenta: www.sosesquenta.com.br

 

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