Comer fora fica mais caro

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Por Redação SM -

É o que aponta o IPCA de novembro divulgado pelo IBGE


Apesar da sequência recorde de quedas dos preços dos alimentos, comer fora de casa ficou mais caro neste ano, mostra o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O motivo é a pressão exercida por outros custos que envolvem a atividade de restaurantes e bares, como energia elétrica, gás de cozinha e taxa de água de esgoto, avalia Fernando Gonçalves, gerente de Índices de Preço ao Consumidor do IBGE.

Os preços dos alimentos comprados para consumo em casa (o que inclui bebidas) ficaram 5,25% mais baratos nos 11 primeiros meses deste ano, segundo o IBGE. Comer fora de casa, contudo, ficou 3,07% mais caro nesse mesmo período.

Dos itens consumidos na rua pesquisados pelo IBGE, aumentaram de preços: refeições (2,83%), lanche (3,49%) e café-da-manhã (2,66%). O reajuste refere-se ao acumulado do ano até novembro. Dos custos que envolvem restaurantes, a energia elétrica ficou 13,87% mais cara.

Black Friday

Além da baixa dos preços dos alimentos, o IPCA desacelerou na passagem de outubro para novembro com menores preços devido às promoções da Black Friday, o que provocou queda média de preços de artigos de residência e também desacelerou o aumento de preços de vestuário.

“É um movimento que ocorreu no ano passado e se repetiu neste ano. Tem a ver com as promoções do período, que não está concentrado apenas na sexta-feira, mas se espalha ao longo da semana”, disse Gonçalves.

O grupo Artigos de Residência teve queda de média de preços de 0,45% em novembro, em comparação ao mês anterior, influenciado pelos itens eletrodomésticos (-1,11%) e tv, som e informática (-1,46%). O grupo retirou 0,02 ponto do índice no mês.

“A queda desses itens de eletrodomésticos e TV, som e informática ajuda a indicar o papel que a Black Friday teve nesse grupo”, disse Gonçalves.

Os preços do grupo de vestuário, por sua vez, desaceleraram de 0,71% em outubro para 0,10% em novembro. Houve queda de preços em itens como calça comprida masculina (-0,19%), camiseta masculina (-0,10%), vestido (-0,53%) e lingerie (-0,63%).

Fonte: Valor Econômico

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