Flamengo e sua gente na rua, algo que muito incomoda São Paulo…

victor@vpgservicosdigitais.com.br
20/11/2021

São Paulo (o Estado) tem cerca de 30% do PIB nacional. Seus clubes de futebol saíram na frente na organização, na estrutura, nos anos 1990. O Rio de Janeiro mergulhou em decadência econômica e o futebol foi junto. Mas no meio disso tudo existe o Flamengo, que não é do Rio, mas do Brasil. Sim, há mais rubro-negros fora do Estado onde está sediado do que em solo fluminense. E é por isso que o clube tem capacidade de regenerar, sair do buraco com a maior dívida do futebol brasileiro para encontrar estabilidade financeira e, depois, poderio econômico igual ou maior do que nos acostumamos a ver nos clubes paulistas.

 

A renda média de corintianos, são-paulinos, santistas e palmeirenses certamente é maior do que a dos rubro-negros. Mas esses são muito numerosos, presentes em todas as classes sociais, em cada canto do país. E em São Paulo é quase impossível sair às ruas por algumas horas e não ver pelo menos uma camisa do campeão brasileiro. Essa força é tamanha que faz com que torcedores, mordidos, rotulem a torcida rubro-negra que vive fora do Rio de Janeiro de “terceirizada”. Conversa fiada de comediantes mal sucedidos que não dizem o mesmo, por exemplo, dos torcedores de times paulistas nascidos e criados no norte do Paraná. Quando o Flamengo se despede do torcedor carioca rumo a mais uma final.